sexta-feira, 22 de julho de 2011

Apatia

Eu tento seguir pela estrada da vida
Mas no caminho está você...
Eu tento controlar essa emoção perdida
E acabo sob sua mercê...

Eu tento passar por todas as mentiras
Tento manter lembranças ternas
Tento esquecer as palavras prometidas
Tento ignorar as tentativas suicidas...

Eu tento fugir, tento me esconder, tento esquecer...
Mas você está atada a mim por um laço
Tento existir sem você perceber
E isso é tudo que eu faço

Não tente lutar, não ouse negar,
Conviva, você é parte de tudo isso.
Envolvido em apatia é mais fácil respirar
Fugindo das promessas, fugindo do compromisso.

Se você viver, se você morrer...
O quanto me abalará, será que me abalará?
Se eu vivesse ou se eu morresse
Você não se importaria. Você se importaria?

Eu tentei fazê-la ver meu lado
Tentei mudar o destino dado
Seus olhos passaram direto
Contorci-me inquieto.

Eu me joguei à frente desvirtuado
Um erro grave nunca é perdoado
Esse é meu amor secreto
Meu maior orgulho não estará mais por perto.

Agora você é o pilar que me sustenta
Esquecida dentro de um templo antigo
Uma lembrança longínqua, relíquia perdida.
Uma árvore derrubada, o cadáver de um amigo.

Eu nos enterro em lembranças e lama
Não importa quão rápido você corre.
E agora esse poema proclama
Que a palavra de um escritor nunca morre.

As palavras ecoam mais que terremotos
Um coração bate mais forte do que um braço
Emoção só transborda de olhos devotos
Limpe o quanto quiser, sempre poderá ver os traços.

Viva em paz, mas longe de mim.
Deixe-me seguir a estrada ao fim
Vá e deixe tudo isso para trás
Você se importaria? Eu me importaria?

Não deve se segurar
Deixe sua voz ecoar...
Grite, grite como nunca gritou.
Grite para Deus, grite para o mundo.
Deixe sua voz gravada na Terra,
Deixe nossa história gravada na Terra.

Você se importa? Quem se importa?
Nossa lápide será derrubada
Nossa história no fim não é nada.

Se você viver, se você morrer...
O quanto me abalará? Será que me abalará?
Se eu vivesse ou se eu morresse
Você não se importaria. Você se importaria?

Não diga nada, só vá embora.

Quando acontecer, quando eu morrer...
Estará lá para a última despedida?
O quanto você chorará? O quanto você choraria?
Ficaremos para sempre presos nessa apatia?

5 comentários:

Mary Saracene disse...

Não preciso comentar nada, né? ;D

thay disse...

Seu foda. <3 q

Mayumi disse...

Amei amei *-*

* disse...

Ficou ótimo o poema!

Anônimo disse...

Simplesmente uma obra incrível.
"Nossa lápide será derrubada
Nossa história no fim não é nada."

O sabor de uma luta perdida está para sempre registrada nesses versos!

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