segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Inferno - Aqueronte

Eis aqui a continuação oficial do aclamado primeiro capítulo da série Inferno. Se não o leram ainda, antes de ler esse capítulo, confira o anterior aqui : http://contosdanevoa.blogspot.com/2010/09/inferno-o-comeco.html Muito grato, Isaque Lazaro. “A Ti te invoquei; salva-me, e guardarei os teus testemunhos.” Sal. 119:146 ------------------------------------------------------------------------------ Acordei. Sentia um frio bater em minhas pernas enquanto eu abria os olhos ainda grudados pelo sono forçado. Meu corpo doía, aparentemente eu havia repousado em rochas e terra. Me levantei, limpando os cotovelos e joelhos, uma brisa batia em minhas costas, como se algo no horizonte estivesse tentando sugar tudo que estava perto de mim. O céu era avermelhado, as rochas eram avermelhadas....

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A Canção do Imortal

Vi uma explosão Vi trevas se partirem Vi a criação Vi os vivos caírem Vi a água, vi a vida Vi o começo do mundo Acompanhei tudo, querida Vi o sofrimento profundo Vi o homem se organizando Vi anjos se corrompendo Vi as guerras começando Vi o inferno ardendo Vi o Messias crucificado Vi o mar partido ao meio Vi o rico exaltado E o pobre em devaneio Vi a praga e a peste A fome e a dor Sombras no coração agreste E o fim do amor Vi inocentes queimados Em nome do verdadeiro Deus Vi ciganos torturados Por supostos pecados seus Vi a estupros no matagal Vi incesto, vi pecado Vi o dilúvio universal Vi o mal mais dedicado Vi o homem sucumbir Vi a sociedade desabar Vi a honestidade sumir Vi a morte se aproximar Vi nações ferozes Que atacaram derrotados Lançando bombas atrozes Matando um...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sexo no Incêndio

[EM PROCESSO DE EDIÇÃO, BREVE VERSÃO MELHORADA] Ele estava consumido pela raiva, e essa sensação se somava ao calor sufocante das chamas daquele lugar. Era o fogo que ia consumir dolorosamente sua carne, fazê-lo sofrer e pagar por seus erros. A garota que o forçava contra o chão quente no meio da escadaria rebolava em suas pernas, com suas mãos soadas passando por seu peitoral. Seus olhos verdes refletiam as chamas, deixando-os numa coloração alaranjada demoníaca. Ele tentou engolir, mas sua garganta ardia e estava seca. Enquanto memórias de seus erros começavam a se tornar póstumas, a vontade de morrer, de matar, tudo se misturava naquele inferno escaldante. A visão do arrependimento sumia para dar lugar à um ódio doentio de tudo e todos. Com toda a força de seu corpo, rasgou a camiseta...

domingo, 5 de setembro de 2010

Inferno - O começo

Esse será um conto em primeira pessoa dividido em diversos capítulos. Claramente baseado na Bíblia Sagrada e em A Divina Comédia, peço para que aqueles que se consideram extremamente religiosos que não leiam os contos da série Inferno. Muito grato, Isaque Lazaro. "E eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas." Mat. 10:16 ------------------------------------------------------------------------------ Estava eu sentado em minha escrivaninha, e a lua brilhava lá fora um brilho amarelado. Minha alma triste se coloria em sépia, como aquela lua se mostrava. Minhas mãos não escreviam boas histórias, e era a única coisa que eu pensava saber fazer. O que eu faria então? Sem boas estórias, eu seria um inútil...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Motivo

Esse conto foi deletado do blog. Seu conteúdo não servia para absolutamente nada aqui, mas eis um resumo: O sentido da vida está em acreditar que no fim, tudo dá certo. O sentido da vida está em mentir para si mesmo até a mentira se tornar uma verda...

domingo, 22 de agosto de 2010

Amor

Agora fazem sete anos que Arkham saiu de casa. Guiado apenas por suas lembranças, a verdade jamais se calaria em seu peito. Ele estava apenas há 20 metros da torre, e sentou para pensar em tudo que o levou até aquele momento. Lembrou-se de ondas quebrando-se contra as rochas, e um barco indo em direção ao infinito horizonte, um aperto no coração. “E o amor, para que serve?” – Murmurou. Sentimentos reprimidos pela primeira vez tinham sua chance de argumentar. Sentimentos não lhe garantiram uma vida digna. Na verdade, nem sequer lhe garantiram uma vida. Seus lábios secos e rachados mostravam um sorriso puro. Finalmente ele iria alcançar seu sonho. Abriu a pesada porta de madeira, e entrou na torre. Um cheiro de podre se misturava com a aura negra daquele lugar marcado pela necromancia. As...

Pages 71234 »
Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More