sábado, 26 de novembro de 2011

Ingratidão

Ainda me lembro de quando tudo começou
E você se mostrava triste, pois jamais alguém a amou.
Tantas lágrimas escorreram, você tanto se queixou...
E quando veio a chance, você a abandonou.

Versos de amor não foram a saída.
Recusado, chutado, meu desejo homicida
De te ter ao meu lado se tornou uma ferida
Que não cicatrizará até o fim de minha vida.

Você não sabe o quão difícil é te suportar,
Não imagina o quão doloroso é te amar.
Mas como tudo na vida, isso vai acabar...
E quando se vir sozinha, você só poderá chorar.

A vida não é bela, a vida não dá chances,
Seu corpo envelhece, mas a mente é como antes.
Os verdadeiros amores você mantém distantes
O julgamento começou, desculpas não serão bastantes.

Seu coração está batendo forte? É o desespero que a toca.
Sua chance se foi, e só agora você nota.
Sabe que irá se arrepender, que jamais haverá volta...
Você nos destruiu e agora acabará morta.

 O que eu faria por ti, ninguém repetiria.
 Você sofrerá em par, morrerá com medo e sozinha.
 Jamais imaginou que a solidão te assediaria?
 Se acostume, é o começo. Você soube como acabaria.

 Tua miríade de erros não traz maturidade,
 E junto com a esperança se esgota minha bondade.
 Meus versos ecoarão em tua mente com morosidade
 Juntos à lembrança de sua última oportunidade.

 Mas o futuro não é o bastante, você não aprenderá a lição,
 Então enfrente agora a minha maldição.
 Do sofrimento iminente, apenas morrer é solução...
 Hora de ser punida por sua ingratidão.

Teus pulmões se contraem,
Teus olhos a distraem
Enquanto as esperanças caem
E teus amados te traem


Por ter-me feito amá-la, seus músculos doerão.
A cada passo, uma nova contração.
Seu coração pesará tanto ao cair no chão!
Pois saberá o motivo das desgraças que virão.

E quando lembrar-se de mim, verá que está descendo,
O segundo sintoma, seu nariz escorrendo.
Que tenha aproveitado enquanto ainda estava vivendo
Você me levará a sério quando estiver acontecendo.

Eu sei que teme minhas palavras flamejantes
Seus olhos estarão lacrimejantes.
Fugindo de gritos como trovões fulgurantes,
Sentirá cada chibatada de minhas palavras fustigantes.

E o frio incontrolável tomará conta de sua existência;
A febre intensa será o castigo por tua desistência.
Fui trocado por nada mesmo depois de minha insistência?
Meus sacrifícios foram em vão, e você terá sua consequência.

E suas tosses fortes farão seu peito doer,
Somente assim você vai crer
Que essa poesia diz a verdade, tudo vai acontecer!
Eis o preço de tanto me fazer sofrer...

Possuída por tremor incontrolável,
Seu sofrimento suprindo minha fome insaciável
De ver em você dano irreparável.
Sentir-te afundar em pranto infindável.

Quando chegar o sintoma dos lábios secos e cortados,
Entenderá que causo mal ainda que com punhos algemados.
Seus momentos de sorriso serão para sempre adiados,
Esconda-se com quem convir, a verdade estará em seus dias agoniados.

Estará pálida. Fraca e derrubada,
Vomitará diariamente e não poderá fazer nada.
Centenas de abismos não te deixam voltar na estrada
Pois agora te chutei para dentro e a porta está fechada.

A cada tentativa nova, um mundo de aflições.
Vivenciando febre tão forte que causa alucinações.
E quando acordares babada e fétida de tuas convulsões,
Verá o tempo todo tuas centenas de decepções.

E terá valido a pena as ferroadas que me deste?
Diarreia arderá as tuas entranhas, peste!
Quando se contorcer, por mais que me deteste,
Se arrependerá de verdade por falhar no teste.



E maldita, para que agrade meus fins,
Sentirá a pior das dores nos rins!
Dor pior que ser pisoteada em motins,
Terá seu corpo enterrado entre cupins!

No final, teu intestino se contorcerá.
Sem ar algum, você chorará,
Tentará gritar, mas nenhum som sairá
E nenhum remédio nesse mundo te curará.

Não me arrependo de nenhuma palavra dita
E estou ciente do medo que agora te habita.
Eu sou louco? Não, o escolhido para que se emita
Aquilo que merece por dor essa que me parasita!

E tua enxaqueca aumenta, e tua enxaqueca aumenta,
E tua enxaqueca aumenta, e tua enxaqueca aumenta.
Dor, choro, confusão, desespero!
Que podes fazer agora que a temperatura já esquenta?

O caldeirão do inferno te aguarda,
Entende que a culpa é sua mas permanece calada...
Então não tenho receio em desejar-te morte açoitada!
Quero te ver rastejar ardendo, esfolada!

Sangue ruim, tua existência me enoja!
Absorva bem cada palavra que em ti se aloja.
Sei que já sente que cada coisa boa em ti se despoja...
Não é crueldade minha. É consequência de tua arroja.

E como tudo que senti, acaba a maldição.
Apenas na morte teus choros terão conclusão
Tudo dito te desejo do fundo de meu coração...
Hora de ser punida por sua ingratidão.  

7 comentários:

Clair disse...

DEMAAAAAAAAAIS!!!

O Mestre Walla disse...

Parabéns.

Davi Augusto disse...

Nossa, Isaque.
Muito lindo, parabéns ^^

Mayara Vidal disse...

Que lindo esse da ingratidão :3

L. girl disse...

E eu, do fundo do meu coração, te desejo todo o amor do mundo, Isaque.

Mayumi disse...

Chorei lendo isso, sou doente?

Henrique Marinho disse...

Um dos melhores.

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