quinta-feira, 31 de março de 2011

Dilema Doloroso

[EM PROCESSO DE EDIÇÃO, BREVE VERSÃO MELHORADA] As chamas subiam violentamente do térreo, e ele encosta-se à parede do corredor quando o chão parece estar entrando em colapso. Engano seu, ainda bem. As chamas estavam se alastrando muito rápido; a casa de madeira havia formado uma equação malévola com o vento forte que vinha do leste. A casa logo mais não seria nada além de uma pilha negra em meio à grama naquela noite. CRASH! Ele se vira, parte do telhado do quarto de Helena havia cedido, tampando a passagem. Ela gritava apavorada lá dentro: os gritos de uma criança de quatro anos encurralada num quarto em chamas. -CALMA, BEBÊ! FIQUE DEITADA ONDE ESTÁ! TENTE NÃO RESPIRAR A FUMAÇA! – Ele grita com sua voz rouca, e sua garganta arde. A fumaça estava fazendo com ele o que ele não queria...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Quebrado em 2

Eu te amo, e Deus é sádico comigo; Nada que eu faça mudará o fato, você jura. Amar-te é meu eterno castigo: Dor no peito que não mata, tortura. Se de amor morrêssemos, ele seria inimigo Pois de joelhos pereceríamos da alma ao osso. Se amor matasse, não seria um castigo: Não seria tão cruel, amargo e esperanço...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Fênix

 Sem piedade, sem perdão, Eu sobrevoo suas cabeças Com meu fogo profanador Eu destruo sua inocência.  Chama negra, que brilha sem calor. Mente compulsiva, vibra como louca. Enxofre, que envenena sem odor... Sangue peçonhento pinga de minha boca.  E por um momento eu pensei em me queimar... Mas se isso acontecer, eu sei que vou voltar...  A chama corrompe a todos que toca, Almas são coletadas para a coleção sádica, E a névoa doentia emana da maldita tocha. A névoa de sonhos quebrados e dor estática.  Eu me corto por prazer. O sangue faz cócegas enquanto escorre em diversão. O álcool se torna um lazer, Lágrimas são inexistentes: a dor caleja o coração.  E por um momento eu pensei em me queimar, Mas...

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