Era noite.
Chuva caía do céu como se Deus cuspisse escarniosamente em sua prole suja e errada. Porcos montam em corcéis prateados enquanto se alimentam dos frutos de árvores sagradas. Cães de guarda, tigres e águias se submetem a ajoelhar-se perante suas vontades e se alimentar de seus restos.
A lua não brilhava. De noite não há como sabermos se nuvens a cobrem ou ela não quer olhar o que esse mundo se tornou. Esperando o melhor, imagino que nuvens negras se colocaram em sua frente para chorar por sua dama, nos banhando em sua tristeza e tentando nos trazer um pouco de introspecção.
Eu estava caído ao lado de um celeiro, lama empapando minhas roupas e mãos enquanto eu pressionava o ferimento em meu estômago. Estava escuro, mas eu conseguia identificar a diferença entre o sangue e a água...